Corpo-coisa


Pouca afetividade é destinada às imagens internas de um corpo-coisa.

Caminha-se pelo mundo com parca convicção ou memória de que um turbilhão de ligamentos, pulsações e comunicações se estabelecem no interior de um corpo.

O Organismo serve à promoção de uma sustentação, de um funcionamento ritmado. Em muitos casos, sua existência é percebida apenas quando algum inconveniente emerge da doença ou do cansaço.

Para gestar novos modos de vida, busca-se ativamente provocar e desconcertar este Organismo. A porosidade do contato pele-objeto aparece, então, como tentativa de religar este Organismo com a pele-mundo.